INPI bate recorde histórico de pedidos de registro de marcas em 2025

20-01-2026

Estão surgindo marcas como nunca antes — e isso explica por que tanta gente está correndo para proteger o próprio nome.

O INPI registrou recorde de pedidos de proteção de marcas em 2025. Foram quase 505 mil depósitos no ano, um crescimento de 8% em relação a 2024 e mais do que o dobro da média histórica, que girava em torno de 201 mil solicitações. O movimento vem acompanhado de um cenário claro: com o comércio cada vez mais digital e competitivo, mais empresas passaram a entender que marca é ativo e que, sem registro, o risco de perder nome, identidade e posicionamento aumenta.

Segundo o próprio instituto, um dos principais motores desse aumento foi a popularização do e-commerce, tendência que ganhou força desde a pandemia. A maior parte dos depósitos foi feita por empreendedores brasileiros, com destaque para o crescimento nas regiões Norte e Nordeste, que historicamente registravam menos pedidos. No caso de marcas, quase metade das solicitações veio de microempreendedores individuais e empresas de pequeno porte, mostrando que o registro deixou de ser uma pauta apenas de grandes empresas e passou a ser prioridade também para quem está construindo um negócio agora.

Os pedidos de patentes também tiveram alta em 2025, com crescimento de 7% em comparação ao ano anterior. O avanço é atribuído, principalmente, a pesquisas desenvolvidas em universidades e a pedidos de utilidade — quando se trata de melhorias em produtos já existentes. Nesse cenário, a participação de pessoas físicas também chama atenção: 39% dos depósitos de patentes foram feitos por inventores individuais.

Com o aumento do volume de solicitações, as concessões de marcas e patentes também cresceram, mas em ritmo menor, o que elevou o estoque de análise. Para enfrentar esse desafio, o INPI tem reforçado sua estrutura, ampliou significativamente o número de examinadores técnicos e anunciou a adoção de inteligência artificial em processos de marcas a partir de 2026, além do uso em ações judiciais em que o instituto é parte. A meta é reduzir o prazo médio de concessão de marcas, hoje em torno de 19 meses, para 10 meses. Em patentes, a expectativa é cair de 4,3 anos para 3,5 anos.

Para quem empreende, a mensagem é direta: quanto antes o pedido for protocolado, maior a segurança da marca e a vantagem competitiva em um mercado que está registrando nomes em ritmo recorde.

Fonte: Valor Econômico

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