Cantor “Harry O Bruxo” anuncia mudança de nome após notificação da Warner e reacende alerta sobre uso de marcas famosas

12-01-2026

Um caso recente que viralizou nas redes chamou atenção para um ponto sensível no mundo dos negócios e da construção de imagem: o uso de nomes ligados a personagens e franquias mundialmente conhecidas. O cantor de arrocha que se apresentava como “Harry O Bruxo” anunciou que vai passar a usar apenas “O Bruxo” depois de relatar ter recebido uma notificação da Warner Bros. Discovery, empresa que detém os direitos da franquia “Harry Potter”.

Segundo o artista, a empresa teria entrado em contato com a assessoria dele informando que não seria possível continuar utilizando o termo “Harry” associado ao nome artístico. Em vídeo publicado nas redes, ele afirma que a mudança é uma forma de respeito à marca e ao universo da franquia, reforçando que não é o personagem e que, a partir de então, removeria o “Harry” das redes sociais.

A trajetória do cantor ficou marcada justamente por essa estratégia de identificação: ele ganhou projeção ao explorar a semelhança física com o protagonista interpretado por Daniel Radcliffe e associar o visual a versões e lançamentos no gênero arrocha. A popularidade cresceu com faixas e projetos como “Brega do Bruxo” e o álbum “Brega do Bruxo 2.0”, lançado em 2025, que reúne 14 músicas.

Do ponto de vista de marcas, o episódio ilustra um risco comum: quando um nome artístico, perfil, produto ou empresa se apoia em marca de terceiro (especialmente marcas notoriamente conhecidas), aumenta a chance de questionamentos e medidas extrajudiciais para interromper o uso. Na prática, isso pode significar rebranding às pressas, ajustes em identidade visual, troca de perfis, impactos em divulgação e até perda de ativos construídos ao longo do tempo — algo que costuma ser evitável com validação prévia do nome e estratégia de registro.

Fonte consultada: https://g1.globo.com

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